Da epígrafe: “Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.”
O engarrafamento poderia ter sido causado por falha mecânica, problema elétrico, pneu furado ou, simplesmente, por falta de combustível. Enquanto a maioria dos condutores esbravejava e buzinava furiosamente, outros desceram dos seus carros prontos a identificar e empurrar para fora da via o veículo que atrapalhava o tráfego. O que ninguém poderia imaginar é que a “avaria” repentina não havia acometido o carro, mas o homem que o conduzia e ali parado gritava em desespero “Estou cego!”
Daí dá-se o início da narração sobre uma estranha epidemia que rapidamente se alastrou por todo o país. Na tentativa de conter a inexplicável e incurável cegueira, as autoridades decretam quarentena e confinam os “doentes” num manicômio desativado. Em meio aos cegos, resta apenas uma mulher cuja visão foi poupada. Através dos seus olhos e da perspicácia e sensibilidade crítica do autor, somos levados a compartilhar do sentimento de emergência em resgatar nossa humanidade pelo caminho da solidariedade e da responsabilidade de, mais que olhar, ver e reparar, em toda a acepção dessa palavra.
Aguardo comentários sobre a leitura!




1 comentário
Luthiano Vasconcelos
O diretor Fernando Meirelles mantém um blog bem interessante sobre a filmagem da adaptacão para o cinema do livro Ensaio sobre a Cegueira. O filme Blindness tem no elenco a Julianne Moore… Promete!
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